Os erros que vemos ao contratar um DJ para casamento
Os erros mais caros ao contratar um DJ para casamento raramente têm a ver com música: contratar só pelo preço, não perguntar o que acontece se o DJ adoecer, e deixar as decisões todas para a última semana. Vemos estes três com regularidade, do lado de quem chega até nós depois de uma má experiência, e todos se evitam com meia dúzia de perguntas feitas a tempo.
Contratar só pelo preço
Entre propostas há diferenças de centenas de euros, e é legítimo comparar. O problema é comparar só o número final sem olhar ao que está lá dentro: som dimensionado para quantas pessoas, luz de pista, cerimónia no exterior contemplada ou não, quantas horas de festa, quem monta, quem desmonta e a que horas. Um valor baixo com som subdimensionado para uma sala de cento e cinquenta pessoas paga-se na própria noite, em música que não se sente e microfone que ninguém ouve. A pergunta certa não é quanto custa, é o que acontece entre as quatro da tarde e as quatro da manhã por este valor.
Não perguntar pelo plano B
Equipamento avaria e pessoas adoecem; a questão não é se, é quando calha. Perguntem sempre: há equipamento de reserva no local? Se o DJ ficar doente na véspera, quem vai no lugar dele, e quem garante que essa pessoa recebe o nosso alinhamento e as nossas listas? Uma equipa com uma carteira de vários DJs responde a isto com nomes concretos; um DJ sozinho, por melhor que seja, tem de ter uma resposta preparada. Se do outro lado houver silêncio ou um encolher de ombros, é sinal.
Deixar a música para a última semana
O alinhamento musical fecha-se bem duas a quatro semanas antes. Na última semana os noivos estão enterrados em mapas de mesas e fornecedores atrasados, e decisões de música tomadas nesse estado saem piores. Além disso há coisas que precisam de tempo: a edição da primeira dança, encontrar a versão exacta de uma música que só existe num vinil do avô, coordenar horários com o espaço. Uma conversa calma com semanas de avanço vale mais do que dez mensagens aflitas na véspera.
A playlist fechada de seis horas e as proibidas esquecidas
Entregar ao DJ uma playlist fechada para a noite inteira parece controlo, mas mata a leitura de pista. Ler a pista é o ofício do DJ: perceber o que está a resultar com aquela família e aqueles amigos, e ajustar. Com um guião fechado, ele é obrigado a tocar a música quarenta e sete da lista mesmo com a pista a esvaziar à frente dele. O formato que funciona é outro: vinte a quarenta sugestões que definam o vosso gosto, os momentos fixos da noite, e a lista das proibidas. Esta última esquece-se muitas vezes e é tão importante como a outra: a música do ex, a que tocou no funeral de alguém, a que os noivos simplesmente detestam. Nós perguntamos por ela logo na primeira conversa.
Não dizer ao DJ as regras do espaço
Limitador de som que corta a corrente ao primeiro pico, música no exterior só até à meia-noite, quinta a funcionar a gerador, acesso de carga a duzentos metros da sala. Nada disto é problema quando se sabe antes; tudo isto é problema quando o DJ descobre no dia. Uma chamada entre o DJ e o espaço na semana anterior resolve praticamente tudo, e no nosso caso essa ponte fazemos nós por defeito, como explicamos no FAQ. Quer testar-nos com estas perguntas todas? Peça proposta: falamos consigo em menos de 2 horas e a proposta fechada chega em 24 horas.