Quanto som é preciso para uma festa?
Quanto som é preciso para uma festa? A resposta honesta: depende de quantas pessoas são, de onde é a festa e de como é o espaço, e a conta não é sua, é de quem monta o som. A pergunta «quantos watts» é a menos útil de todas: duas colunas com os mesmos watts no papel podem soar completamente diferentes, e o número da caixa diz muito pouco sobre o que se vai ouvir na pista.
Porque «mais watts» não é a pergunta certa
Os watts medem consumo e capacidade, não medem qualidade nem alcance útil. O que faz uma festa soar bem é o conjunto: colunas adequadas ao tamanho do espaço, subgraves quando a pista o pede, posicionamento correcto e alguém a ajustar o som ao longo da noite, porque uma sala cheia soa diferente de uma sala vazia. Um sistema médio bem posto ganha sempre a um sistema enorme mal posto. E volume a mais é tão mau como volume a menos: convidados obrigados a gritar para conversar vão-se embora mais cedo, e nem percebem porquê.
Ordem de grandeza: de 30 a 300 convidados
Sem marcas nem fichas técnicas, a escala que usamos como ponto de partida:
- Até 30 convidados: uma coluna boa chega para uma sala pequena, música ambiente e uma pista íntima
- À volta de 80: duas colunas e um subgrave, para o som ter corpo sem estar em esforço
- À volta de 150: dois ou mais pontos de som e subgraves a sério, o cenário típico de um casamento
- 300 ou mais: sistema dimensionado ao espaço, com reforços distribuídos, já em território de equipa técnica
Isto é ponto de partida, não é receita. Cem pessoas numa cave abobadada e cem pessoas num jardim aberto são duas festas completamente diferentes, com necessidades de som completamente diferentes.
Há ainda um factor de que quase ninguém fala: a mesma festa tem várias festas lá dentro. A música ambiente do jantar pede muito menos do que a pista da meia-noite, e o mesmo sistema tem de fazer as duas coisas com naturalidade. Um bom sistema não dá nas vistas ao jantar e enche a pista à noite, sem trocar de equipamento a meio. E ocupa o espaço certo: colunas a mais numa sala pequena tapam vistas, roubam mesas e assustam mais do que ajudam.
Interior, exterior e tectos altos
Dentro de portas, as paredes ajudam: seguram o som e devolvem-no à pista. Ao ar livre não há paredes, o som espalha-se, e é preciso mais equipamento e melhor distribuído para o mesmo número de pessoas. Tectos altos, como os de antigos armazéns e adegas, engolem o som por cima e criam eco. Salas de pedra, como as de tantas quintas, devolvem tudo de uma vez e transformam potência a mais em barulho. Nos dois casos a resposta é a mesma: escolher e posicionar bem, em vez de empilhar potência.
Dimensionar é trabalho de quem monta, não do cliente
A boa notícia é que nada disto tem de o preocupar. Quem organiza uma festa não precisa de perceber de subgraves nem de cobertura de som, precisa de escolher quem percebe. Quando nos pedem uma proposta, perguntamos quantos convidados são, onde é a festa e como é o espaço, e o sistema vem dimensionado de acordo com isso. O som e a luz tratamos nós, com o custo fechado na proposta, sem itens de última hora. Diga-nos como vai ser a sua festa no pedido de proposta, ou veja primeiro como trabalhamos em casamentos.